XX Fórum da liberdade

Blog do fórum

Certificados estão disponíveis para participantes do XXI Fórum da Liberdade

12 de Abril, 2008

Os participantes que não retiraram seu certificado de participação no XXI Fórum da Liberdade poderão fazê-lo até 30 dias após o término do evento.

Para mais informações, entre em contato com a secretaria pelo telefone 51. 3061-3000 ou pelo email iee@capacita.com.br .

Henrique Meirelles fala sobre o Brasil no mercado global e encerra o Fórum

8 de Abril, 2008

Henrique Meirelles, presidente do Banco Central do Brasil, foi o palestrante de encerramento da 21ª edição do Fórum da Liberdade, em Porto Alegre, promovido pelo Instituto de Estudos Empresariais (IEE). O tema de sua palestra foi O Brasil no Mercado Global, que integrou o tema do evento: Agora, o Mercado é o Mundo. Durante o Fórum da Liberdade, realizado ontem e hoje (7 e 8 de abril), mais de 4,2 mil inscrições foram recebidas e cerca de 6 mil pessoas circularam nas áreas da Mostra Cultural e Conferências, nos dois dias de evento.

Partindo do exemplo da mudança de paradigma que ocorreu na China, o presidente do Banco Central do Brasil falou sobre a importância do pragmatismo na abordagem econômica, desideologizando o processo e buscando a racionalidade. Dentro dessa perspectiva, ele mostrou um panorama das reformas recentes que levaram à estabilidade da economia brasileira, fator que implica diretamente na previsibilidade da economia, trazendo diversos benefícios.

Para Meirelles, desde a década de 80, o Brasil tem mostrado um movimento de racionalização da sua economia, oferecendo progressivamente mais estabilidade e conseqüente previsibilidade. “É a previsibilidade que permite mais investimentos no País e faz com que ele cresça - estabilidade é a pré-condição do crescimento”, afirmou.

Henrique Meirelles citou diversos exemplos dos “dividendos da estabilidade” no Brasil, entre eles: crescimento do PIB; criação de empregos; maior confiança empresarial e do consumidor; um progressivo volume de exportações, crescendo, inclusive, mais que o volume mundial; maior investimento estrangeiro direto no País e crescente investimento brasileiro no exterior; além de um Risco Brasil decrescente, descolando-se do índice de Aversão Global ao Risco, em ascenção. Segundo ele, “o Brasil está mostrando que tem condições de se inserir no mercado global e não temer”.

Quinto painel discute reformas para aumentar a competitividade do Brasil

8 de Abril, 2008

O 5º painel apresentado hoje durante a 21ª edição Fórum da Liberdade, intitulado As Reformas para Aumentar a Competitividade, contou com a participação do escritor, pesquisador e professor, José Luis Cordeiro; do fundador e proprietário do Hotel Maksoud Plaza, Henry Maksoud; e do presidente de Administração do Unibanco e ex-ministro da Fazenda, Pedro Malan. A mediação foi do jornalista Guto Abranches.

José Luis Cordeiro falou sobre a globalização, mostrando as mudanças radicais ocorridas no mundo. “Existe uma relação direta entre a liberdade econômica e o crescimento econômico. A política também influencia diretamente a economia”, afirmou. Ele criticou a corrupção salientando que “dos países da América Latina, o menos corrupto é o Chile, e o mais corrupto é a Venezuela”. O professor citou como exemplos de desenvolvimento o Japão e a Finlândia. “A Finlândia era uma nação pobre e atrasada. Decidiram dar ênfase em educação e competitividade. Hoje o País é líder mundial”, disse. José Luis Cordeiro garantiu que os países nunca serão competitivos se não agregarem valor. “A economia do futuro está baseada no valor agregado. Sabemos o precisa ser feito. Surpreende-me que o Brasil cresça apenas 5% ao ano. Isso é medíocre!”, concluiu.

“As três características que existem em uma sociedade na qual vale a pena viver são liberdade individual, justiça social e eficiência do setor público e privado”, afirmou Pedro Malan, dando início a sua participação no painel. O ex-ministro da Fazenda elencou seis fatores que julga fundamentais para construção da competitividade internacional: abertura para o restante do mundo; infra-estrutura; investimento no capital humano; estabilidade macro-econômica; redução das barreiras ao investimento privado; e qualidade do governo. “É impossível discutir as reformas para a competitividade sem abordar estes fatores”, garantiu. Malan acredita que o Brasil está no caminho certo, ainda que ande em passos lentos. “Olho com certo cuidado e confiança o futuro do nosso País. Entre as coisas importantes realizadas nos últimos 15 anos estão o início do processo de privatização, a abertura da economia brasileira, e a lei de responsabilidade fiscal. Estamos na direção correta, mas em ritmo lento”, enfatizou.

Henry Maksoud garantiu que não acredita em reformas. “Eu sou radical. Não sou pela reforma. O que está errado tem que acabar”, afirmou. Ele acredita que muitas coisas atrapalham o sucesso do Brasil. “Nós precisamos ter estímulo nacional e uma poupança suficientemente grande para investir na economia. Nós geramos poupança. A empresa precisa lucrar e o governo deve fechar os olhos para isso”, afirmou, referindo-se a alta carga tributária existente no País. Maksoud também falou sobre a educação. “Educação é um complemento. Não adianta termos vários doutores por aí, se não temos o dinheiro para fazer a obra”, finalizou.

Quarto painel contrapõe aquecimento e resfriamento global

8 de Abril, 2008

O painel Aquecimento ou Histeria Global? promoveu um debate entre Luiz Carlos Molion, professor associado e diretor do Instituto de Ciências Atmosféricas na Universidade Federal de Alagoas, e Philip Fearnside, pesquisador e doutor em Ciências Biológicas, acerca da natureza das causas e da dimensão dos efeitos do aquecimento global.

Philip Fearnside falou sobre a relação existente entre o desmatamento da Amazônia, a emissão de gás carbônico e o aquecimento global. Para ele, diversas pesquisas mundiais demonstram que o teor de CO2 no mundo está aumentando e que, mesmo aliado a outros fatores que aquecem ou esfriam a temperatura do planeta, essa é a causa do aquecimento global. Para ele, uma das grandes evidências está no El Niño, que “só recentemente foi atibuído à continuidade do aquecimento global”, demonstrando que a mudança de temperatura na água do mar pode influenciar todo o oglobo terrestre. Fearnside criticou a posição diplomática do Brasil, que é contra a fixação de metas de emissão de carbono e finalizou sua apresentação falando que a “preservação da Amazônia deve entrar na pauta econômica do País, que deve ser remunerando pela sua utilização”.

Luiz Carlos Molion argumentou que os indicadores apresentados pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), falando sobre o aquecimento global “utilizam palavras e provas que não são científicas e previsões de aquecimento global baseadas apenas em projeções, não lidando com cenários reais”. Adicionalmente, ele falou que, em outros momentos na história, a temperatura global aumentou, mesmo quando a emissão de carbono era muito mais baixa do que a atual, o que não indicaria uma relação causal entre um e outro. Molion acredita que irá acontecer um resfriamento global, devido a diversas fatores, entre eles, uma diminuição da atividade solar. Para ele, o planeta está próximo a um novo ciclo de resfriamento, como o já ocorrido entre os anos de 1946 e 1977.

Índice de Liberdade Econômica 2008 é apresentado durante XXI Fórum da Liberdade

8 de Abril, 2008

o pesquisador do Centro para Economia e Comércio Exterior da The Heritage Foundation, James Roberts, apresentou o a 14ª edição do Índice de Liberdade Econômica. A tradução para o português é uma parceria entre o Instituto de Estudos Empresariais (IEE) e o The Heritage Foundation, um dos mais importantes institutos de pesquisa e estudo dos Estados Unidos.

Nos últimos anos o Índice demonstrou a conexão entre oportunidade econômica e prosperidade, pesquisando e analisando políticas econômicas dos países ao redor do mundo. Esta tendência continua no Índice de 2008 e mostra o retrato da liberdade econômica global, estabelecendo um ponto de referência para medir as chances de um País obter sucesso econômico. “O nosso objetivo é levantar a discussão de como as políticas podem ser melhoradas para beneficiar a todos”, afirmou Roberts.

De acordo com o estudo, há uma nítida relação entre liberdade econômica e outras variáveis internacionais, dentre as quais a principal é a relação entre o grau de liberdade e prosperidade em uma nação. “A liberdade econômica acaba se traduzindo em prosperidade. Infelizmente grande parte do mundo não desfruta a liberdade econômica. Isso inclui o Brasil”, ressaltou o pesquisador.

O Índice 2008 releva que a economia do Brasil está 55,9% livre, o que faz do País a 101ª economia mais livre do mundo. O escore geral do Brasil está 0,2% mais baixo em relação ao ano passado, com escores menores em corrupção e liberdade trabalhista. Para James Roberts, boas políticas foram realizadas no Brasil na década de 90. “Neste momento o País está estático. A corrupção, a alta carga tributária e os altos gastos totais do governo são grandes problemas no Brasil”, explicou. “O governo teria que melhorar o sistema fiscal e fortalecer o marco regulatório”, concluiu Roberts.

O Índice de Liberdade Econômica 2008 avaliou 162 países em relação a 10 fatores específicos de liberdade econômica: Liberdade Empresarial, Liberdade de Comércio, Liberdade Fiscal, Tamanho do Governo, Liberdade Monetária, Liberdade de Investimento, Liberdade Financeira, Direitos de propriedade, Liberdade da corrupção e Liberdade Trabalhista.

Relações entre mercado e Estado dominam debate no terceiro painel do Fórum

8 de Abril, 2008

O terceiro painel, Mercados Globais e Estados Nacionais, do XXI Fórum da Liberdade , promovido pelo Instituto de Estudos Empresariais (IEE) contou com a participação do cubano Carlos Alberto Montaner; do coordenador do Grupo de Análise e Previsões da Diretoria de Estudos Macroeconômicos do IPEA, Miguel Bruno; e do economista e analista de empresas, Rodrigo Constantino.

Carlos Alberto Montaner defendeu a teoria da não existência de uma identidade latino-americana definida. Para o jornalista, a identidade de um povo está em constante mudança e as influências externas são benéficas para a sua construção. “A globalização é antiga e está presente na história do povo latino desde as suas primeiras relações culturais e econômicas”, afirmou. Segundo Montaner, esta relação entre culturas impulsiona a economia e qualifica os processos políticos. O palestrante acredita que a competição entre os mercados é saudável para toda a sociedade latina. “Esta abertura levará o povo latino ao desenvolvimento”, finalizou.

A segunda explanação foi proferida pelo coordenador do Grupo de Análise e Previsões da Diretoria de Estudos Macroeconômicos do IPEA, Miguel Bruno, que defendeu que é preciso haver uma harmonia entre o Estado e o mercado. “É fundamental que haja uma relação entre os dois, para promover o desenvolvimento real e sustentável”. Bruno acredita que o Estado exerce um papel fundamental no processo de globalização. “Um mercado sem a participação do Estado pode dar brechas para a clandestinidade e a pirataria”, ponderou.

O economista e analista de empresas, Rodrigo Constantino, abordou a importância da abertura dos mercados internacionais. Para Constantino, a competitividade gera o desenvolvimento. “A livre concorrência é fundamental para gerarmos crescimento econômico, fortalecimento cultural e desenvolvimento social”, enfatizou. Rodrigo acredita que o desenvolvimento do indivíduo leva a prosperidade da sociedade de uma forma geral. “A busca pela satisfação do indivíduo, conseqüentemente, levará à satisfação da coletividade. A globalização é a ampliação das necessidades individuais”. O economista afirmou que atender a exigência do consumidor é fundamental em um mundo cada vez mais globalizado e competitivo. Constantino avalia que o Brasil é um país fechado e não liberal. “O Brasil está fechado para o mundo. O Estado interfere em tudo. Desta forma não vamos ter chance alguma no mercado global”.

Segundo painel sobre livre comércio reúne Tom Palmer, Ciro Gomes e Paulo Guedes

8 de Abril, 2008

O segundo dia do 21º Fórum da Liberdade, promovido pelo Instituto de Estudos Empresariais (IEE) iniciou com o painel Livre Comércio: Ameaça ou Oportunidade?, às 9h, com a participação de Tom Palmer, vice-presidente de Programas Internacionais do Cato Institute; Ciro Gomes, deputado federal (PSB-CE); e Paulo Guedes, fundador e sócio majoritário do grupo financeiro BR Investimentos. A mediação do painel foi do jornalista Guto Abranches, editor e âncora do programa Conta Corrente, da Globonews.

Nessa edição do Fórum da Liberdade o tema debatido é Agora, o Mercado é o Mundo. O evento, que termina hoje, terça-feira, dia 8 de abril, segue até às 19h no prédio 41, no Centro de Eventos da PUCRS.

Tom Palmer defendeu o livre comércio como a remoção de obstáculos ao fluxo voluntário com estrangeiros. Para ele, o livre comércio é uma ameaça aos monopólios e uma oportunidade aos que acreditam na liberdade. Palmer argumentou que, hoje, as viagens e contatos entre outros países é um número que cresce cada vez mais; além da telefonia celular ter mudado a forma como as pessoas se relacionam, cruzando o mundo inteiro. Para Palmer, o livre comércio traz melhorias para a vida das pessoas, como a redução no número de pessoas que vivem com menos de um dólar por dia e do trabalho infantil, além do crescimento da renda per capita nos países onde as pessoas têm liberdade. Segundo ele, “o livre comércio aumenta o crescimento econômico, os investimentos, a renda dos mais pobres e a média de vida; mas não aumenta a desigualdade, diminuindo, também, a corrupção, reduzindo o poder dos burocratas”.

Ciro Gomes trouxe uma constatação em relação ao livre comércio, a de que: “a comunicação padroniza os desejos e a felicidade, mas os padrões de produção ainda são nacionais ou regionais”. Para ele, isso se deve a muitas assimetrias, como os padrões de financiamento, que não são globais, com diferentes moedas e juros; a tecnologia, que está regionalizada; e os diferentes sistemas tributários. Ciro Gomes defendeu que “o Brasil, como 15ª industrialização no mundo tem, sim, muito a perder com o livre comércio”, ressaltando que o empreendedor médio brasileiro tem dificuldade de competir com sua condição de pouca tecnologia, renda precária e política fiscal acirrada. Ele defendeu a importância do Estado como defensor do interesse nacional, preparando o empreendedor brasileiro para competir.

Paulo Guedes falou da economia globalizada como “um organismo vivo que ninguém controla” e que, hoje, retoma o crescimento iniciado no começo do século 20, que tinha sido freado pelos movimentos nacionalistas conservadores. Para ele, “Hoje, a economia global, até 2007 em expansão, enfrenta o desafio de evitar a implosão”. Segundo ele, os Estados Unidos “está em crise sistêmica e o privilégio do dólar acabou, com 20 milhões de americanos endividados”, adicionalmente, os países asiáticos, encabeçados pela China, estão despontando, com um rápido enriquecimento, com taxas de poupança altíssimas, representando um novo desafio competitivo para o Brasil. Como defesa, ele sugere a adoção, no País, do “Peso Real”, como moeda forte, impulsionando a convergência da América Latina e unindo-se a países em crescimento como Chile e Peru.

Primeiro Painel do XXI Fórum da Liberdade discute o novo mercado

7 de Abril, 2008

O primeiro painel do Fórum, Agora, Quem é o Mercado?, iniciou às 20h, com a participação de Salim Mattar, presidente da locadora de automóveis Localiza; David Feffer, presidente da Suzano Holding; e Jorge Gerdau Johannpeter, presidente do Conselho de Administração do Grupo Gerdau. A mediação de todos os painéis do evento é do jornalista Guto Abranches, editor e âncora do programa Conta Corrente, da Globonews.

Salim Mattar falou sobre a competitividade das empresas brasileiras, que sobreviveram a diversos desafios econômicos como inflação, taxas de juros estratosféricas, confisco, legislação trabalhista anacrônica e grande burocracia. Como exemplo, Mattar ressaltou a carga tributária brasileira que, é a mais alta do mundo tendo, hoje, aproximadamente, 100 tributos, e a burocracia nacional, em que são necessários 17 procedimentos e 150 dias para abrir uma empresa, perdendo apenas para o Haiti. Para ele, além desses desafios, o País tem uma imagem negativa no exterior, o que esconde os elementos positivos do País. “A empresa brasileira ampliou a sua competitividade vencendo os desafios e está preparada para entrar no novo ambiente global”, mas ainda precisa “discutir sobre o tamanho do seu Estado, ter uma justiça ágil na liberdade individual e privilegiar a economia de mercado” destacou.

David Feffer apresentou o mercado de hoje, composto pela geração Y ou do Milênio, com indivíduos nascidos a partir dos anos 80, trazendo características diferentes das gerações anteriores como: “desafios e valores valendo mais do que dinheiro; costume com a interconectividade; comprometimento forte com a sociedade; constante aprendizagem; e valorização da qualidade de vida”. Ele defendeu que mercado terá que ser diferente para atender a essa nova demanda, levando em conta o crescente nível de educação, exigência e interconectividade desses consumidores. Dentro desse contexto, Feffer destacou o desafio da Suzano de pensar globalmente e agir localmente, o qual equacionou atuando globalmente, mas respeitando as características e costumes locais. Na mesma direção, falou do conceito dos “Fs”, que atualmente pauta muitas das grandes empresas mundiais, que define a postura para vencer no atual mercado: flexible (flexível), focused (focada) e fast (rápida).

Jorge Gerdau Johannpeter contrapôs a liberdade de mercado e o intervencionismo do Estado, ressaltando que, no Brasil, o intervencionismo desrespeita as regras dos mercados, gerando impactos negativos e grandes distorções (como os juros), sendo uma prática que não se sustenta. Ele falou sobre o novo mercado, que tem como características a globalização, a explosão dos sistemas de informação e as mudanças de paradigmas e exemplificou a rapidez do processo de globalização, onde pequenas empresas recém fundadas podem competir no mercado internacional ou a demanda por um combustível pode encarecer o processo alimentar popular, como no caso do México. Para Gerdau, “só há uma atitude frente à globalização: estar atento e pronto para qualquer mudança”. Ele defendeu que os fenômenos de globalização são imensuráveis e imprevisíveis e a responsabilidade do governo é fazer o mercado funcionar, dando estrutura legal para que os mecanismos de mercado possam funcionar. “Fizemos grandes avanços, mas em relação ao onde deveríamos chegar, anda estamos indo muito devagar”, concluiu.

Abertura do XXI Fórum da Liberdade reúne lideranças e autoridades em Porto Alegre

7 de Abril, 2008

Iniciou hoje, dia 7 de abril, em Porto Alegre, a 21ª edição do Fórum da Liberdade, reconhecido internacionalmente como um dos maiores eventos de debate e discussão de idéias no Brasil. Promovido pelo Instituto de Estudos Empresariais (IEE), o Fórum tem como tema nesta edição Agora, o Mercado é o Mundo. Entre as lideranças e autoridades presentes durante a abertura do evento estiveram o vice-governador do Estado do Rio Grande do Sul, Paulo Afonso Feijó; o presidente do IEE, Giancarlo Mandelli; o deputado federal representante da Presidência da Câmara dos Deputados, Onix Lorenzoni; o secretário municipal de Gestão e Acompanhamento Estratégico, Clóvis Magalhães, representando o prefeito de Porto Alegre, José Fogaça; e o presidente da Fiergs, Paulo Tigre.

O presidente do IEE classificou o Fórum da Liberdade como um evento de debate livre de idéias, maduro e plural. “Todos nós nascemos e vivemos em um País considerado de futuro. Mas será que esse sucesso faz sentido se vivemos em um ambiente tão degradante?”, indagou Mandelli. Para ele, é fundamental o debate de idéias, valores e soluções para construir o Brasil do futuro. “Enquanto o Brasil espera tornar-se o País do futuro, o mundo evolui. O Brasil está sendo derrotado no mercado global. Dentre os 194 países de nosso planeta, ocupamos a 70ª posição no Índice de Percepção de Corrupção, a 72ª posição no Índice de Competitividade Global, e a 84ª posição no Índice de Liberdade de Imprensa”, revelou. “Agora, que efetivamente o mercado é o mundo, o Brasil precisa adaptar-se a essa nova realidade e inserir-se definitivamente no mercado global”, completou.

Homenageado com o Prêmio Libertas 2008, o economista Paulo Guedes, fundador e sócio majoritário do grupo financeiro BR Investimentos, afirmou que os brasileiros são prisioneiros de visões equivocadas. “Nós somos poucos e ter um reconhecimento desse grupo é objeto de grande orgulho pessoal”, disse referindo-se ao IEE. Guedes criticou o socialismo. “De alguma forma fomos assassinados pelos socialistas. Do ponto de vista intelectual, o socialismo está totalmente despido”, explicou. “Nós precisamos de luzes e o Brasil tem andando na escuridão”, concluiu. O Prêmio Libertas é um reconhecimento conferido às personalidades que se destacam no trabalho de questões de Livre Comércio, Livre Iniciativa e Ideais Liberais.

O jornalista Carlos Alberto Sardenberg foi homenageado com o Prêmio Liberdade de Imprensa 2008. Ele afirmou que existem muitas tentativas de controle da imprensa no Brasil. “Se seguirmos a regra dos países liberais, a lei deve garantir que a imprensa seja livre, e o resto fica por conta da sociedade”, salientou. O jornalista classificou a imprensa em três grandes categorias: veículos controlados e dirigidos por familiares, que, para ele, são os mais relevantes no Brasil; os ligados à religião; e outros relacionadas diretamente à política. “A imprensa brasileira é muito irregular. É boa e ruim ao mesmo tempo”, afirmou. Sobre o tema da 21ª edição do Fórum da Liberdade, Sardenberg afirmou que grande parte do atraso da América Latina está “na cabeça”. “O atraso ideológico, impede que tenhamos investimentos, prosperidade e negócios”, explicou. “Capitalismo gera riqueza. O próximo passo para o Brasil é um surto de investimentos privados em todos os setores da economia”, completou.

O vice-governador do RS, Paulo Afonso Feijó, ressaltou que esteve presente em todas as edições do Fórum da Liberdade. “Para o governo é de extrema importância o que o IEE tem feito pela sociedade gaúcha. Hoje vejo confirmado tudo o que aprendi no Instituto. Tenho testemunhado que, na prática, não produzimos riqueza, não geramos emprego, apenas nos apropriamos de tudo aquilo que vocês produzem, trabalham e ganham”, revelou. “Quero ajudar a tornar o Rio Grande do Sul o estado mais competitivo do país. Nós precisamos desonerar a cadeia produtiva, produzir mais, melhor, e mais barato do que em qualquer parte do mundo, concluiu.

Entre os palestrantes confirmados para amanhã (08/04), estão lideranças internacionais e nacionais como o jornalista e presidente da Internacional Liberal (Federação radicada em Londres), o cubano Carlos Alberto Montaner; o deputado federal (PSB-CE), Ciro Gomes; o presidente do Banco Central do Brasil, Henrique Meirelles; o fundador e proprietário da HM - Hotéis e Turismo S/A que dirige o Hotel Maksoud Plaza, em São Paulo, Henry Maksoud; o pesquisador do Centro para Economia e Comércio Exterior da The Heritage Foudation, para Liberdade e Crescimento, James M. Roberts; o fundador da Sociedad Mundial del Futuro Venezuela, José Luis Cordeiro; o diretor do Instituto de Ciências Atmosféricas na Universidade de Alagoas, Luiz Carlos Molion; o economista que coordena o Grupo de Análise e Previsões do IPEA, Miguel Bruno; o fundador e sócio majoritário do grupo financeiro BR Investimentos, economista Paulo Guedes; o presidente de Administração do Unibanco e ex-ministro da Fazenda, Pedro Malan; o cientista e doutor em Ciências Biológicas, Philip M. Fearnside; o economista, analista de empresas, Rodrigo Constantino; e o vice-presidente de Programas Internacionais do Cato Institute, Tom Palmer.

Inscrições podem ser feitas hoje a partir das 14h no Prédio 41 da PUCRS

7 de Abril, 2008

Interessados em participar do XXI Fórum da Liberdade podem realizar sua inscrição ao longo desta segunda-feira, a partir das 14h, na Secretaria do evento, no Prédio 41 da PUCRS. Na terça-feira, também será possível fazer a inscrição. O credenciamento ocorrerá durante os dois dias do Fórum.

O pagamento poderá ser feito diretamente no local e os descontos anunciados (ver link Inscrições, à esquerda) para cada categoria continuam válidos.

Os certificados estarão à disposição dos inscritos após o término do evento, na terça-feira, às 19h, na Secretaria.