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quinta-feira, abril 8th, 2010
Segundo a teoria, o Socialismo é uma doutrina político-econômica que visa a divisão dos meios de produção e distribuição, buscando a igualdade de oportunidades e meios para os indivíduos da sociedade. Conforme a história nos prova, as idéias de Karl Marx não funcionaram na prática, estagnando o desenvolvimento de nações.
No entanto, há ainda quem defenda a aplicação de regimes socialistas como uma espécie de “salvação” dos problemas enfrentados por um país. Ignoram totalmente situações como a da Venezuela, onde a liberdade de imprensa foi tolhida em prol do totalitarismo; e de Cuba, onde o povo é privado de melhores condições de vida em prol de uma “revolução” cujo único resultado foi o isolamento econômico da ilha.
O economista Rodrigo Constantino, palestrante do Fórum da Liberdade no painel que discutirá o Socialismo, cita, em artigo da Revista Voto, que o propósito da doutrina é abolir a propriedade privada dos meios de produção, tornando-a propriedade coletiva por meio do Estado. Em suma, o Governo torna-se provedor de todas as necessidades da população, evitando o surgimento de instituições privadas e livre mercado. Ora, se muitas vezes os administradores públicos penam para resolver problemas básicos, quem dirá controlar serviços que não são de sua competência? Basta lembrar como era o serviço de telefonia no Brasil antes da privatização: meses de espera para a instalação de uma linha, péssimo serviço e custo caro para o usuário. Com a abertura de mercado e de competição no setor, as empresas passaram a investir em melhorias na infra-estrutura das linhas, oferencendo serviços melhores, mais rápidos e mais baratos para o consumidor.
Se o Estado torna-se o único provedor, quem se torna a alternativa ao Estado?
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sexta-feira, março 26th, 2010
França e Alemanha fecharam nesta quinta-feira um acordo para salvar a Grécia do colapso. Pode parecer presunção, mas não é exatamente algo que me surpreenda. Não que eu tenha informações privilegiadas. Apenas uso o bom senso. Seguinte: deixar a Grécia quebrar poderia levar à quebra também os bancos alemães (e franceses).
Dos cerca de 300 bilhões de euros em títulos gregos, 59 bilhões estão de posse de bancos franceses e 30 bilhões com os alemães, quantia que chega a 43 bilhões se se acrescentarem outros instrumentos financeiros.
Como a Alemanha é o país mais forte da Europa, depende dela qualquer decisão econômica (política, nem tanto, porque as coisas são mais complicadas, mas essa é outra conversa). Se o governo alemão deixasse a Grécia quebrar, recusando-se a intervir, como vinha fazendo nos dias anteriores, daria um tiro no próprio pé, título aliás da coluna de Xavier Vidal-Foch para “El País” de quinta-feira.
A decisão franco-alemã acaba sendo apenas mais uma demonstração de que, apesar de toda a crise que provocaram, os corsários do sistema financeira continuam ditando as regras do jogo. Vidal-Foch, aliás, fez uma interessante comparação entre as necessidades de financiamento da Grécia (22 bilhões de euros, daqui até o fim de maio) e a quantia que os governos de diferentes áreas despejaram para salvar o sistema financeiro em quebra. Foram, só no caso da Alemanha, algo em torno de 500 bilhões, em diferentes maneiras de alívio; na França, foram 360 bilhões.
A decisão de socorrer os bancos, apesar de envolver muito, mas muito mais dinheiro, foi tomada em instantes; a ajuda à Grécia está consumindo meses que só fazem aumentar o sofrimento de toda a sociedade.
Sei bem que os ideólogos do pensamento único dirão que deixar quebrar bancos causa problemas sérios que vão muito além dos banqueiros e dos acionistas. É verdade. Mas deixar quebrar um país, qualquer que ele seja, não é infinitamente mais grave?
Fonte: Clóvis Rossi - Folha Online
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segunda-feira, março 22nd, 2010
Se você fosse dono de uma empresa multinacional, e tivesse que instalar uma de suas filiais em um país estrangeiro, optaria por fazê-lo em uma nação cuja política internacional flerta com ditaduras criminosas? Se você disse que não, certamente não investiria seu capital no Brasil.
Diferente de outras ocasiões, quando interveio nos conflitos políticos em Honduras, o presidente Lula faz “vistas grossas” a países como Irã e Cuba, onde o jogo de interesses políticos e econômicos ignora a repressão da liberdade de expressão, financiando governos tiranos a sustentarem idéias retrógradas.
Recentemente, em visita a Cuba, o presidente brasileiro não soube usar da sua tão esbanjada diplomacia para lidar com a morte do preso político Orlando Zapata Tamayo, após fazer mais de 80 dias de greve de fome. Logo Lula, que na época de metalúrgico chegou a fazer greve de fome durante a Ditadura Militar, isentou o governo cubano de culpa, afirmando que Tamayo “se deixou morrer”.
Será que quando assinou o acordo de cooperação entre Brasil e Irã, o presidente Lula também aceite que milhares de judeus, homossexuais, mulheres e oposicionistas ao governo (se é que podemos classificar o totalitarismo como tal) de Mahamud Ahmadinejad tenham “se deixado morrer” também?
Para o governo brasileiro, micro-empresas e investidores estrangeiros só não dão certo dentro de nossas fronteiras por “se deixarem morrer”. Mais fácil admitir isso do que aceitar que as políticas tributárias, a burocracia excessiva e a taxação absurda de insumos mate muitas iniciativas antes delas saírem do papel.
O que não podemos deixar morrer é a perspectiva de criar um país livre e próspero, onde as mudanças necessárias não se escondem através de um líder carismático e falastrão, mas que apareçam através das ações concretas e bem planejadas.
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sexta-feira, fevereiro 12th, 2010

A pergunta no título do post foi feita no artigo “The Almost-Lost Cause of Freedom”, publicado na revista The Economist. O texto tenta elucidar porque um país como o Brasil não possui uma política econômica liberal. Ele salienta que nenhum dos prováveis candidatos à presidência neste ano fala abertamente sobre redução de impostos; e aponta o voto obrigatório e o assistencialismo como causas dos entraves econômicos. Além disso, cita o Fórum da Liberdade e o Movimento Brasil Competitivo como iniciativas positivas que estimulam e incentivam o crescimento do país.
Para ler o artigo completo (em inglês), clique aqui.
Tags: assistencialismo, eleições, forum, impostos, liberdade, the economist, voto obrigatório
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