12 de abril, 2010
“Quanto mais intervenção, mais desigualdade. Não existe sistema mais justo que o capitalismo”, afirmou o presidente do IEE, Leonardo Fração, durante a cerimônia de abertura.
Começou hoje, 12, e segue até amanhã, 13 de abril, no Centro de Eventos da PUC, em Porto Alegre, o XXIII Fórum da Liberdade, um dos maiores eventos de debate de ideias da América Latina. Com o tema Seis Temas para Entender o Mundo, a abertura da edição de 2010 do evento contou com as presenças do Vice-Governador, Paulo Feijó; do presidente do IEE, Luiz Leonardo Fração; do deputado Onyx Lorenzoni; do secretário de Estado do Planejamento e Gestão, Mateus Bandeira; do Vice-Presidente da Assembléia Legislativa do RS, Marquinho Lang; do desembargador Francisco José Moesch; do Reitor da PUC-RS, Joaquim Clotet; do vereador Tiago Duarte; do presidente da Federasul, José Paulo Dornelles Cairoli; do presidente do Sistema Fiergs, Paulo Tigre; do presidente do Instituto Liberdade, Henri Chazan; do presidente do Instituto Mises Brasil, Hélio Beltrão; do presidente do Conselho de Administração e Diretor Geral da RCTV (Venezuela), Marcel Granier; e do presidente do Conselho de Administração da Gerdau, Jorge Gerdau Johannpeter.
Fração saudou Jorge Gerdau pelo reconhecimento que receberá da Amercian Society of Quality (ASQ) pelo seu trabalho em busca da qualidade e falou sobre a escolha temática do XXIII Fórum da Liberdade, inspirada no livro As Seis Lições, de Ludwig von Mises. Para ele, “o capitalismo está em constante desenvolvimento, em oposição ao socialismo, sistema planejado e que desafiou a premissa de que somos todos diferentes”. Num embate entre lógica e crença, ele ressaltou que o sistema escolhido pelos governantes foi um misto entre os dois - “o intervencionismo”. Ele comentou que “a única das seis lições que não pode ser explicada pela lógica é a política, mas a combinação da democracia com o capitalismo, mesmo estranha, foi a melhor encontrada”. E finalizou: “quanto mais intervenção, mais desigualdade. Não existe sistema mais justo que o capitalismo”.
O Prêmio Libertas foi entregue por Leonardo Fração ao presidente do Instituto Mises Brasil, Hélio Beltrão, que comentou sobre a ética, um conjunto de regras que vale para o povo, mas não para os governantes. Para ele, “não somos escravos, mas somos servos. O roubo do governo, através de impostos e taxas, é aceito”. Segundo Beltrão, o conceito da democracia foi deturpado, com os governantes soberanos de um lado e cidadãos servos de outro. “Não é preciso tirar nada dos tiranos, mas parar de dar o que é seu”, afirmou.
O diretor geral da RCTV (Venezuela), Marcel Granier, recebeu o Premio Liberdade de Imprensa. Ele agradeceu o reconhecimento, dizendo que preferia não precisar recebê-lo, mas que servirá de incentivo para continuar sua luta por “liberdade e dignidade”. Garnier reforçou que “não se pode descuidar da liberdade, que está sempre ameaçada” e revelou que “os maiores inimigos da liberdade somos nós mesmos, através de medo, relutância em assumir a responsabilidade e egoísmo”. Para ele, as pessoas precisam passar a exercer sua liberdade, não delegando a outros, e a ter mais solidariedade.
O Vice-Governador do Estado, Paulo Afonso Feijó, falou que era sua 23ª participação no Fórum da Liberdade e agradeceu a oportunidade de participar do evento que “debate e enxerga um futuro melhor para o País e para o Rio Grande do Sul”.
Anteriormente à solenidade, a palestra especial de abertura foi do presidente mundial da Renault/Nissan, Carlos Ghosn. Ele mostrou como a crise recente impactou o setor automobilístico mundial. Segundo Ghosn, a intervenção do governo foi importante, mesmo não sendo bem-vinda pelos empresários de forma geral. Segundo ele, essa intervenção acabou transformando-se em incentivos à produção de carros mais ecológicos, com menos consumo de combustíveis à base de petróleo, diminuindo a dependência. Para ele, o setor está crescendo, com mais influência dos países em desenvolvimento, carros frugais e pequenos. “O pequeno está aqui para ficar”, afirmou.
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8 de abril, 2010
Segundo a teoria, o Socialismo é uma doutrina político-econômica que visa a divisão dos meios de produção e distribuição, buscando a igualdade de oportunidades e meios para os indivíduos da sociedade. Conforme a história nos prova, as idéias de Karl Marx não funcionaram na prática, estagnando o desenvolvimento de nações.
No entanto, há ainda quem defenda a aplicação de regimes socialistas como uma espécie de “salvação” dos problemas enfrentados por um país. Ignoram totalmente situações como a da Venezuela, onde a liberdade de imprensa foi tolhida em prol do totalitarismo; e de Cuba, onde o povo é privado de melhores condições de vida em prol de uma “revolução” cujo único resultado foi o isolamento econômico da ilha.
O economista Rodrigo Constantino, palestrante do Fórum da Liberdade no painel que discutirá o Socialismo, cita, em artigo da Revista Voto, que o propósito da doutrina é abolir a propriedade privada dos meios de produção, tornando-a propriedade coletiva por meio do Estado. Em suma, o Governo torna-se provedor de todas as necessidades da população, evitando o surgimento de instituições privadas e livre mercado. Ora, se muitas vezes os administradores públicos penam para resolver problemas básicos, quem dirá controlar serviços que não são de sua competência? Basta lembrar como era o serviço de telefonia no Brasil antes da privatização: meses de espera para a instalação de uma linha, péssimo serviço e custo caro para o usuário. Com a abertura de mercado e de competição no setor, as empresas passaram a investir em melhorias na infra-estrutura das linhas, oferencendo serviços melhores, mais rápidos e mais baratos para o consumidor.
Se o Estado torna-se o único provedor, quem se torna a alternativa ao Estado?
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29 de março, 2010

O executivo Carlos Ghosn é presidente do conselho de administração e diretor executivo da Renault S.A. e da Nissan Motor Co., Ltd., considerado o quarto maior conglomerado automotivo do mundo. Mais do que isso, Ghosn conhece na prática os seis temas propostos por Ludwig Von Misses para entender o mundo por lidar com mercados diferentes em cada país, enfrentar crises econômicas e superá-las. No dia 12 de abril, ele será o palestrante que iniciará os trabalhos do XXIII Fórum da Liberdade.
Em 1999, Ghosn foi encarregado de reerguer a montadora Nissan, que à época acumulava um prejuízo de US$ 6,5 bilhões. Hoje a empresa acumula um lucro operacional de US$ 8 bilhões. A virada de jogo não foi fácil: o executivo teve que enfrentar as dificuldades culturais do Japão e assumir o risco de demitir mais de 20 mil funcionários, além de fechar fábricas. Tal atitude rendeu-lhe o apelido de “cost killer”.
Ghosn também é conhecido pela disciplina, por assimilar informações importantes e descartar detalhes, bem como otimizar o tempo de suas apresentações. Para ele, uma reunião não deve durar mais do que 15 minutos, e deve ir direto ao ponto. “Ao longo da minha carreira, aprendi que não se pode tomar nenhuma decisão em meio a reuniões chatas e intermináveis”, afirma.
Além disso, Ghosn também é diretor da Fundação Fórum Econômico Mundial. Segundo Klaus Schwab, economista, fundador e diretor do Fórum Econômico; o empresário brasileiro tem se destacado como liderança no desafio das mudanças climáticas globais: “Ele reconhece a importância dos veículos com baixa emissão de carbono, não apenas por conta de sua importância nos negócios, mas acima de tudo, por ser alguém que se preocupa genuinamente com o nosso planeta”.
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26 de março, 2010
França e Alemanha fecharam nesta quinta-feira um acordo para salvar a Grécia do colapso. Pode parecer presunção, mas não é exatamente algo que me surpreenda. Não que eu tenha informações privilegiadas. Apenas uso o bom senso. Seguinte: deixar a Grécia quebrar poderia levar à quebra também os bancos alemães (e franceses).
Dos cerca de 300 bilhões de euros em títulos gregos, 59 bilhões estão de posse de bancos franceses e 30 bilhões com os alemães, quantia que chega a 43 bilhões se se acrescentarem outros instrumentos financeiros.
Como a Alemanha é o país mais forte da Europa, depende dela qualquer decisão econômica (política, nem tanto, porque as coisas são mais complicadas, mas essa é outra conversa). Se o governo alemão deixasse a Grécia quebrar, recusando-se a intervir, como vinha fazendo nos dias anteriores, daria um tiro no próprio pé, título aliás da coluna de Xavier Vidal-Foch para “El País” de quinta-feira.
A decisão franco-alemã acaba sendo apenas mais uma demonstração de que, apesar de toda a crise que provocaram, os corsários do sistema financeira continuam ditando as regras do jogo. Vidal-Foch, aliás, fez uma interessante comparação entre as necessidades de financiamento da Grécia (22 bilhões de euros, daqui até o fim de maio) e a quantia que os governos de diferentes áreas despejaram para salvar o sistema financeiro em quebra. Foram, só no caso da Alemanha, algo em torno de 500 bilhões, em diferentes maneiras de alívio; na França, foram 360 bilhões.
A decisão de socorrer os bancos, apesar de envolver muito, mas muito mais dinheiro, foi tomada em instantes; a ajuda à Grécia está consumindo meses que só fazem aumentar o sofrimento de toda a sociedade.
Sei bem que os ideólogos do pensamento único dirão que deixar quebrar bancos causa problemas sérios que vão muito além dos banqueiros e dos acionistas. É verdade. Mas deixar quebrar um país, qualquer que ele seja, não é infinitamente mais grave?
Fonte: Clóvis Rossi - Folha Online
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22 de março, 2010
Se você fosse dono de uma empresa multinacional, e tivesse que instalar uma de suas filiais em um país estrangeiro, optaria por fazê-lo em uma nação cuja política internacional flerta com ditaduras criminosas? Se você disse que não, certamente não investiria seu capital no Brasil.
Diferente de outras ocasiões, quando interveio nos conflitos políticos em Honduras, o presidente Lula faz “vistas grossas” a países como Irã e Cuba, onde o jogo de interesses políticos e econômicos ignora a repressão da liberdade de expressão, financiando governos tiranos a sustentarem idéias retrógradas.
Recentemente, em visita a Cuba, o presidente brasileiro não soube usar da sua tão esbanjada diplomacia para lidar com a morte do preso político Orlando Zapata Tamayo, após fazer mais de 80 dias de greve de fome. Logo Lula, que na época de metalúrgico chegou a fazer greve de fome durante a Ditadura Militar, isentou o governo cubano de culpa, afirmando que Tamayo “se deixou morrer”.
Será que quando assinou o acordo de cooperação entre Brasil e Irã, o presidente Lula também aceite que milhares de judeus, homossexuais, mulheres e oposicionistas ao governo (se é que podemos classificar o totalitarismo como tal) de Mahamud Ahmadinejad tenham “se deixado morrer” também?
Para o governo brasileiro, micro-empresas e investidores estrangeiros só não dão certo dentro de nossas fronteiras por “se deixarem morrer”. Mais fácil admitir isso do que aceitar que as políticas tributárias, a burocracia excessiva e a taxação absurda de insumos mate muitas iniciativas antes delas saírem do papel.
O que não podemos deixar morrer é a perspectiva de criar um país livre e próspero, onde as mudanças necessárias não se escondem através de um líder carismático e falastrão, mas que apareçam através das ações concretas e bem planejadas.
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18 de março, 2010
Mais da metade das empresas brasileiras consideram negativo o regime de substituição tributária no ICMS, aponta pesquisa especial da CNI (Confederação Nacional da Indústria) divulgada nesta quinta-feira. A sondagem aponta que 58% do setor industrial desaprova a mudança, e 49% das empresas reduziu a margem de lucro em função da substituição.
O regime de substituição tributária é a arrecadação antecipada do ICMS no início da cadeia produtiva, adotada pelo governo como forma de facilitar a arrecadação e evitar dessa forma a sonegação do imposto. O tributo é cobrado apenas uma vez, no início da cadeia produtiva, em vez de ser arrecadado em várias etapas.
A pesquisa aponta que a maioria das empresas reclama que o recolhimento do ICMS via substituição tributária afeta negativamente o fluxo de caixa e acarreta aumento das despesas administrativas.
“O regime causa distorções, reduz rentabilidade das empresas, tem impacto no fluxo de caixa, e termina tendo impacto para a concorrência e para os consumidores”, concluiu o gerente-executivo da CNI Flávio Castelo Branco.
Segundo o economista, o regime causa impacto ao consumidor, uma vez que tende a pasteurizar os preços e dificultar a prática de descontos. Como o ICMS é todo arrecadado no início da cadeia produtiva, o imposto que seria pago pelo varejista não pode ser abatido em um possível desconto.
Pequenas empresas
Segundo a sondagem, 42,1% das grandes empresas brasileiras estão submetidas ao regime de substituição, enquanto apenas 25% das unidades de pequeno porte seguem o modelo. No entanto, são as pequenas e médias as mais prejudicadas. Uma em cada três empresas verificou perda de clientes, e a perda é maior entre as pequenas e médias.
A pesquisa mostra que o número de produtos sujeitos à substituição tem aumentado nos últimos anos, sendo que 59,1% das empresas que seguem o regime acusaram a inclusão de novos itens nos últimos três anos. Segundo Castelo Branco, o regime cresce em todos os Estados.
A CNI realizou a pesquisa de 4 a 22 de janeiro deste ano, com 1.193 empresas.
Fonte: Folha Online
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15 de março, 2010

Quando os empresários reclamam das altas taxas de impostos cobradas pelo Governo, recebem como retorno justificativas requentadas que refletem uma máquina pública inchada e mal-administrada. A redução de impostos atinge diretamente um dos pontos altos de qualquer administração, que é a criação de empregos. Isso sem falar no favorecimento de um ambiente favorável para a competitividade, bem como na formação de novos empreendedores, dispostos a ampliar seus negócios e fazer com que a roda da prosperidade gire para ambos. Mas aparentemente não é isso que pensam os gestores públicos.
Porém, agora a política tributária brasileira recebeu o ataque de um dos empresários mais bem-sucedidos do mundo, Steve Jobs. O executivo-chefe da Apple teria recusado o convite para abertura de uma de suas lojas no Brasil. Justificou dizendo que não pode exportar os produtos com a “política maluca de taxação superalta do Brasil. Isso faz com que seja muito pouco atraente investir no país.” Ele teria dito ainda que “muitas companhias high-tech se sentem assim também”. Vale ressaltar que, do preco total de grande parte dos produtos da empresa, entre 50% e 60% são de impostos.
Mesmo havendo uma preocupação do Governo brasileiro em diminuir os encargos de tecnologia como parte do projeto de Inclusão Digital, declarações como a de Jobs fazem com que se repense na eficácia das políticas tributárias. E, principalmente, refletir sobre como este “boicote tecnológico” afeta no progresso de pessoas e instituições.
Fonte: Folha Online
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10 de março, 2010

Em evento realizado ontem, na Casa do Saber, no Rio de Janeiro, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso abordou o fosso que existe entre poder e opinião pública. E foi mais além, defendendo o resgate do conceito original de liberalismo, de defesa das liberdades do indivíduo e da autonomia da sociedade, num país que “acha que Estado é igual à nação” e no qual o direito individual “vem depois da ideia do coletivo”.
“No marxismo, o Estado é visto como expressão da classe dominante. Aqui ele é o libertador da nação, o que inverte as coisas. Já faz tempo que se sabe que competição não significa sufocar liberdade”, disse.
A matéria completa, publicada no site da Folha de São Paulo, mostra uma prévia do que podemos esperar na palestra que FHC irá fazer no Fórum da Liberdade.
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8 de março, 2010

Na semana passada, a Secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, esteve no Brasil para realizar encontros diplomáticos com o Governo. Mais do que isso, ela também conversou com estudantes de São Paulo. A sabatina ocorreu na forma de um bate-papo informal, onde uma das pessoas mais poderosas do governo de Barack Obama respondeu perguntas de assuntos diversos diante de uma platéia de 600 pessoas. Temas como a relação com países como o Irã e a Venezuela, e a aceitação de alunos estrangeiros no sistema de ensino americano foram abordados.
Já do outro lado do continente, Hugo Chávez, presidente da Venezuela, vociferava contra a “política imperialistta americana”, e que a presença de Hillary na América Latina tinha como objetivo romper com a unidade política entre as nações.
Se o mandatário bolivariano tivesse bom senso, se submeteria a participar de uma sabatina de perguntas tal qual a Secretária de Estado dos EUA se submeteu. Porém, não é de se esperar isso de alguém que realiza perseguição política aos seus opositores na mídia, fechando rádios e emissoras de TV que discordam do seu modelo de governança.
Uma boa oportunidade de realizar uma troca de idéias com o presidente Chávez seria no Fórum da Liberdade. O evento terá como palestrante Marcel Granier, Diretor Geral e Presidente do Conselho de Administração da RCTV - a saber uma das emissoras de TV que mais sofreu sanções na Venezuela, cuja concessão foi sumariamente caçada por Hugo Chávez.
Não precisamos ir muito longe para ver que aqui no Brasil, a liberdade de imprensa só existe quando convém. Como foi o caso do senador José Sarney, que diante dos escândalos de corrupção da sua gestão, conseguiu censurar judicialmente o jornal O Estado de São Paulo. Desta forma, como vamos criar bases sólidas para o desenvolvimento do país, se as informações são controladas apenas para benefício de uma minoria retrógada?
Exemplos como o de Hillary Clinton deveriam ser seguidos, ao invés de rechaçados. Que os nossos políticos, bem como os das demais nações, aprendam que através da transparência da gestão pública, e de uma imprensa com liberdade de ação, é que podemos criar cenários favoráveis ao crescimento do país.
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4 de março, 2010
Eliodoro Matte Larrain, presidente da Compañía Manufacturera de Papeles y Cartones (CMPC), é um dos palestrantes do XXIII Fórum da Liberdade. Em entrevista ao jornal Zero Hora, Larrain fala sobre os investimentos que sua empresa realiza no Brasil, estrutura tributária e perspectivas para a economia brasileira. Confira alguns trechos:
Zero Hora – O Brasil tem uma economia bem mais regulada do que a chilena. Isso não o amedronta?
Matte – O Brasil é um grande país, atrativo para desenvolver negócios, que tem um sistema econômico sério, com regras claras, e onde há apoio da sociedade para a empresa. As autoridades estão empenhadas em facilitar e empurrar a iniciativa privada e isso é o que favorece a chegada de novos investidores. No entanto, verificamos que em determinadas áreas há excesso de regulamentação, que, simplificada, não há dúvida, estimulará ainda mais a inovação e o empreendedorismo.
ZH – Quais as suas perspectivas para a economia brasileira?
Matte – É um país que conta com um enorme potencial e tem feito progressos notáveis. O desempenho da economia na última crise tem sido a recompensa de introduzir e manter reformas por um longo período. Esperamos que essa estabilidade também dê retorno e gere mais efeitos positivos.
ZH – A estrutura tributária brasileira pode significar algum atraso em seus investimentos?
Matte – As questões tributárias no Brasil requerem atenção e planejamento cuidadoso. Mas, uma vez assimilada a estrutura e a forma de operar, não parece que deva tornar-se um obstáculo.
A entrevista completa você pode ler aqui.
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